TAP: pressão e chantagem sobre os trabalhadores

TAPfotoOs designados “acordos de emergência” discutidos nos últimos dias são indissociáveis da brutal pressão sobre os trabalhadores que foi sendo protagonizada desde o início do processo pela Administração da TAP e o Governo. A chantagem continua, e o PCP teve conhecimento da recente carta enviada pela Administração aos trabalhadores. Nessa carta, perante a atual fase do processo (estando a ser convocados os associados para Assembleias Gerais), a TAP afirma que “No caso de esses acordos não merecerem a aprovação dos seus associados, a TAP não terá outra alternativa que não a de implementar unilateralmente o Regime Sucedâneo a esse conjunto de trabalhadores.” E ainda que “caso os acordos que necessitam de ser ratificados em Assembleia Geral sejam rejeitados, não haverá lugar a quaisquer negociações suplementares entre a TAP e as estruturas representativas dos trabalhadores”. Ou seja, podem discutir com os associados, mas a decisão já está arrumada. Para o PCP, é indispensável superar as limitações colocadas e agir para que os trabalhadores da TAP e os seus direitos sejam garantidos. Impõem-se defender a dinamização da TAP como empresa essencial ao país, ao invés de a reduzir a uma miniatura ou uma peça da engrenagem de uma multinacional da aviação civil, como pretende a União Europeia. E para tal é necessária a mobilização de recursos, a valorização dos trabalhadores e a defesa dos postos de trabalho. Neste sentido, o PCP mais uma vez confrontou o Governo com várias questões.

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PCP apresenta Projecto de Resolução para defesa da TAP e dos seus trabalhadores

TAPfotoPerante a situação em que está colocada a TAP e as empresas do Grupo TAP, o PCP, para além da posição que já tomou, apresentou na Assembleia da República um Projecto de Resolução que será discutido no dia 20 de Janeiro, onde exige que seja tomado um outro caminho para a defesa das empresas do Grupo TAP, sem pôr em causa os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores. A célula da TAP está a difundir um comunicado aos trabalhadores da TAP e das empresas do grupo, onde afirma o essencial do conteúdo deste Projecto de Resolução.

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Governo formaliza ataque aos direitos dos trabalhadores do Grupo TAP!

doc tap2dezembroO Conselho de Ministros do dia 22 de Dezembro aprovou a resolução que declara a TAP, a Portugália e a Cateringpor em situação económica difícil. Está assim aberta a porta para a alteração de condições de trabalho e a não aplicação ou a suspensão, total ou parcial, da contratação colectiva dos trabalhadores, com a consequente perda de direitos. Isto a par da perspectiva de despedimentos e cortes nos salários. A situação conjuntural de crise pandémica não pode ser pretexto para destruir direitos e reduzir a TAP. Exige sim que sejam mobilizados recursos para assegurar a empresa neste momento difícil e que se prepare a TAP para o futuro. A célula do PCP na TAP tem em distribuição um comunicado onde apela aos trabalhadores do Grupo TAP que se unam e lutem contra este ataque.

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Célula do PCP na TAP volta a tomar posição em defesa dos trabalhadores

comunicado TAP Dezembro20A célula do PCP na TAP voltou a editar um comunicado aos trabalhadores, demonstrando o repúdio pelo caminho que, ao que tudo indica, estará a tomar o plano de reestruturação: despedimento de milhares de trabalhadores, diminuição da massa salarial e ataques aos acordos de empresa, para além da possibilidade de diminuição da TAP em várias áreas e serviços. A célula reafirma que os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores têm que ser respeitados, assim como aponta a necessidade de salvaguarda da TAP como empresa estratégica para o País, para o seu desenvolvimento económico e social. As medidas a ser tomadas têm inevitavelmente de ter em conta a retoma e o contexto pós -pandemia e o Governo, sendo o Estado o accionista maioritário da empresa, tem que ser responsabilizado pelo futuro da TAP e dos seus trabalhadores.

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PCP confronta o Governo: não é este o caminho de defesa da TAP e dos seus trabalhadores

tapDepois das promessas do Governo no sentido de manter a TAP como empresa estratégica e com a sua dimensão, vem a público um plano de reestruturação que conta com medidas como: mais redução de trabalhadores, na ordem dos milhares (para além de todos os que nos últimos meses saíram por não renovação de contratos), reduções salariais, ataque à contratação colectiva. Sublinhamos que é preciso tomar medidas para enfrentar a situação actual e enfrentar o futuro. O País não pode ter apenas uma visão de conjuntura para a companhia aérea de bandeira, pelo que é indispensável planear e assegurar capacidades para além das restrições do momento. O PCP considera o caminho anunciado vergonhoso e que o Governo tem que responder pela solução encontrada para a TAP, sendo o principal responsável se este plano de destruição avançar. Neste sentido, o PCP questiona o Governo.

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Não podem ser os trabalhadores da TAP a pagar a crise!

comunicado TAP novembro 2020No processo de reestruturação  da TAP não podem ser os trabalhadores a pagar o preço! Cortar nos custos com o pessoal tem sido o caminho tomado com muitos trabalhadores nos últimos tempos, nomeadamente pela não renovação de contratos, situação contra qual o PCP se insurgiu! À penalização do corte nos seus salários durante meses, acresce a redução de trabalhadores e a perspectiva de se poder ainda reduzir mais ou atacar os seus direitos. Não se pode permitir este ataque aos trabalhadores!O PCP exige que o Governo, sendo o Estado o accionista maioritário, se responsabilize por este processo e não permita que se tome um caminho de redução da TAP ou de ataque aos seus trabalhadores. A célula do PCP na TAP tem em distribuição um comunicado.

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Trabalhadores em defesa da TAP pública

apresentação manifestoTapFoi apresentado por trabalhadores do sector aéreo e organizações representativas de trabalhadores um manifesto intitulado "Por uma TAP pública ao serviço do País", transformado em abaixo-assinado, que aponta a necessidade de o poder político não poder continuar a ceder aos interesses dos grupos económicos privados e de ter que assumir o desenvolvimento da empresa. Alerta ainda para que o futuro da empresa não passe pela descaracterização da companhia, pela redução do número de trabalhadores ou pela precarização das relações laborais. O PCP está solidário com as acções dos trabalhadores em defesa de uma TAP Pública e pelos direitos dos seus trabalhadores, como tem demonstrado nas suas posições e nas propostas apresentadas na Assembleia da República.

 
 
 

É urgente a defesa da TAP!

A Boston Consulting Group (BCG) foi a consultora seleccionada pelo Conselho de Administração para elaborar o plano de reestruturação da TAP. O PCP relembra que esta foi a consultora americana a quem David Neeleman, em 2016, “encomendou” o estudo que resultou num documento de enorme gravidade para o futuro da companhia, o "Projecto RISE".

 

O PCP denunciou na altura os seus eixos: um projecto de redução da TAP; um estudo que apontava para a redução de largas centenas de trabalhadores, com propostas de redução de rendimentos e direitos e com uma degradação das condições de trabalho; um projecto de reconfiguração indiferente ao interesse nacional e ao futuro da própria TAP.

O PCP denuncia e questiona o Governo sobre a escolha desta consultora para planear a reestruturação da TAP depois dos objectivos que saíram no seu anterior estudo, contrários à defesa desta empresa estratégica para o nosso País e à defesa dos seus trabalhadores.

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Pela defesa da TAP e dos trabalhadores, a nacionalização é o caminho!

comunicado 3 julhoTAPO diferendo entre o Governo e os accionistas privados que se arrastava há quase um mês foi resolvido deixando de parte o cenário que mais defenderia a TAP: a sua nacionalização, assumindo o Estado a totalidade do capital, afastando completamente dos interesses privados.

O PCP reafirma que a TAP não pode estar sujeita aos interesses dos accionistas privados, que já demonstraram ser incapazes de defender a companhia. O PCP também afirma que a TAP não pode estar à mercê das imposições da UE, sendo a única companhia aérea a quem foi imposto que a concessão do empréstimo até 1200 milhões de euros pudesse ter como condição uma reestruturação da empresa, o que poderá querer dizer: redução de trabalhadores, diminuição da actividade ou até alienação de património.

A luta tem que continuar em defesa da TAP pública e dos seus trabalhadores!

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