16 - 1.º "Avante!" da última série, iniciada em 1941

 

 Em 1938, a tipografia do "Avante!" caíra nas mãos da PIDE e a publicação do "Avante!" fora interrompida. A partir de Agosto de 1941, o órgão central do PCP é publicado ininterruptamente até ao 25 de Abril de 1974.

 

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15 - A «reorganização de 40-41»

 

 Em 1940, na sequência da libertação de um grande número de militantes – entre eles Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro, Sérgio Vilarigues, Joaquim Pires Jorge, José Gregório, Pedro Soares, Manuel Guedes, Júlio Fogaça – inicia-se a «reorganização de 40-41». Momento fundamental da história do PCP, no qual Álvaro Cunhal teve um papel decisivo, a «reorganização» permitiu que o Partido desse rapidamente grandes passos em frente na sua actividade e influência, transformando-se num grande partido nacional, organizador da luta popular e impulsionador da luta antifascista.

 

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14 - A clandestinidade

 

A clandestinidade não se destinava a esconder do povo a actividade do PCP, mas sim a defender os militantes da repressão. A par das estruturas de ligação às massas, existiam as estruturas totalmente clandestinas, o aparelho clandestino do Partido, assente num reduzido mas sólido quadro de funcionários inteiramente dedicados à luta revolucionária. O aparelho e a organização clandestina do Partido foram a espinha dorsal e o principal motor da luta antifascista. As casas clandestinas constituíam uma peça importante dessa defesa. A tipografia clandestina era, exteriormente, uma casa como outra qualquer, mas no seu interior os tipógrafos recebiam os textos, imprimiam e entregavam-nos ao aparelho de distribuição.

 

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13 - Tarrafal, o Campo da Morte Lenta

Com o avanço do fascismo na Europa e na decorrência do processo de fascização do Estado promovido por Salazar, o regime fascista português cria, em 23 de Abril de 1936, a «Colónia Penal» do Tarrafal. O objectivo é assassinar os democratas mais combativos e aterrorizar todo o povo. Os 340 antifascistas que estiveram presos no Tarrafal somaram aí um total de dois mil anos, onze meses e cinco dias de prisão. 32 deles, entre os quais Bento Gonçalves e Alfredo Caldeira, foram ali assassinados friamente. Tarrafal foi o espelho do regime fascista.

 

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12 - A Revolta dos Marinheiros

 

Na sequência do corte de relações do regime fascista com a República Espanhola e do seu apoio à sublevação fascista de Franco, revoltam-se, em Setembro de 1936, organizados pela ORA (Organização Revolucionária da Armada), os marinheiros dos navios de guerra Dão, Bartolomeu Dias e Afonso de Albuquerque. Dez marinheiros foram mortos, 60 foram condenados a penas que somaram 600 anos de prisão e deportados para o Tarrafal.


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11 - O 18 de Janeiro de 1934

 

Em resposta à entrada em vigor do Estatuto do Trabalho Nacional que, inspirado na Carta del Lavoro de Mussolini, decretava a ilegalização dos sindicatos livres, desenvolve-se uma greve de características insurreccionais. Na Marinha Grande a greve, dirigida por militantes comunistas, atinge proporções assinaláveis. A repressão é violenta. Manuel Vieira Tomé, dirigente sindical e militante do Partido, morreu nas mãos da polícia política. A partir dessa luta, o PCP afirma-se definitivamente como o partido da classe operária e o grande dinamizador da luta antifascista.

 

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10 - O Partido resiste

A década de trinta, no decorrer da qual se concretiza a fascização do Estado, foi, simultaneamente, um tempo de acentuada repressão contra o Partido. O crescimento do PCP assustava o regime fascista que concentrou nele a sua força repressiva e fez do anticomunismo a sua bandeira ideológica. O Partido sofre fortes golpes. Apesar disso prossegue a sua actividade. É criado um Comité Central, até aí inexistente. Entre 36 e 38, o "Avante!" publica-se semanalmente e chega a atingir tiragens de 10 mil exemplares.


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09 - Primeiro número de "O Militante"

 

 Em 1933 é criado "O Militante", que viria a desempenhar um importante papel na formação política e ideológica dos quadros e dos militantes comunistas.

 

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08 - Primeiro número do "Avante!"

 

  A 15 de Fevereiro de 1931, na sequência da reorganização de 1929, foi publicado o primeiro número do "Avante!", órgão central do Partido Comunista Português. Assim se inicia uma gloriosa caminhada que fará do "Avante!" um dos exemplos mais notáveis da imprensa operária clandestina de todo o mundo.

 

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07 - A frente sindical

 

A frente sindical é uma das mais importantes frentes de luta do Partido após a reorganização de 1929. É criada a Comissão Inter-Sindical que, em pouco tempo, adquire uma influência maioritária, representando 25 mil trabalhadores – enquanto a CGT (anarquista) representa 15 mil e a FAO (socialista) representa 5 mil.

 

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06 - Bento Gonçalves

Jovem operário do Arsenal, activista sindical, Bento Gonçalves tem um papel decisivo na reorganização de 1929: no combate às concepções anarquistas, na ligação do Partido à classe operária, na sua transformação num partido leninista. Na Conferência de Abril de 1929 é designado secretário-geral do PCP. Em 1935, participa no VII Congresso da Internacional Comunista, em Moscovo. Preso a 11 de Novembro desse ano, foi enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal onde morreu em 11 de Setembro de 1942.

 

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05 - A reorganização de 1929

 

  De todos os partidos políticos existentes quando da instauração do fascismo, o PCP foi o único que soube resistir e forjar-se na luta. Em 1929, o Partido começa a organizar-se nas condições de clandestinidade que lhe são impostas, assim confirmando ser um partido diferente dos que são todos iguais. A imagem impressa representa o primeiro símbolo do PCP.

Para Aprofundar o Tema:

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04 - O II Congresso do PCP

 

Realizado a 29 de Maio de 1926, o II Congresso coincide com o golpe militar de 28 de Maio e a instauração da ditadura. Começa a repressão aos comunistas e às organizações e militantes democráticos e sindicais. São presos centenas de dirigentes operários. Em 1927 a Sede do PCP é definitivamente encerrada.

 

 


Para aprofundar o tema:

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03 - O I Congresso do PCP

 

 
Em 10,11 e 12 de Novembro de 1923, realizou-se, em Lisboa, o I Congresso do Partido, no qual foi aprovado o Programa de Acção do Partido Comunista Português.

 

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02 - N.º 1 de "O Comunista"

 

Em fins de 1921, foi publicada a primeira imprensa comunista, em Portugal: o jornal “O Comunista”, órgão central do Partido Comunista Português e “O Jovem Comunista. 

 


Para aprofundar o tema:

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