21 - O fim da guerra

 Em finais de Abril de 1945, o Exército Vermelho desencadeia a sua última grande ofensiva e, em 2 de Maio, entra em Berlim. Em 8 de Maio, centenas de milhares de pessoas, muitas empunhando bandeiras nacionais e dos países aliados, comemoram a vitória inundando as ruas, em Lisboa, margem sul, Porto, por todo o país e exigindo “Eleições livres!”, “Libertação dos presos políticos!”, “Extinção do Tarrafal!”. Impedidos pela repressão de arvorar bandeiras da URSS, muitos manifestantes erguem apenas os paus das bandeiras.


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20 - A luta continua

Em 1941, greves na Covilhã e importantes lutas estudantis; em 1942 rebentam lutas camponesas contra o envio de géneros para a Alemanha, e uma vaga de greves em Lisboa e arredores; em 1943 o movimento grevista atinge grandes proporções. Com o impulso da acção do Partido participam no movimento 50 mil trabalhadores, a quase totalidade dos operários industriais de Lisboa e Margem Sul do Tejo; em 1944, o PCP apela às massas para que desencadeiem greves e manifestações pelo pão e por outros géneros de primeira necessidade. A classe operária responde com grandes lutas na região de Lisboa e Baixo Ribatejo.

 

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19 - III Congresso (I ilegal)

 

Em Novembro de 1943 - num momento em que os exércitos nazis ainda dominavam a Europa e a ditadura salazarista sufocava o País com métodos extremos de privação de liberdade – o PCP realiza o seu III Congresso que marca a grande viragem na história do Partido. A partir daí - apesar das ferozes arremetidas da repressão e dos duros golpes sofridos - o PCP conseguiu garantir a estabilidade e a continuidade do seu trabalho de direcção, o que constituiu uma das fontes dos seus êxitos, da sua capacidade e experiência política, da sua actuação e orientação. Neste Congresso o PCP afirmou o princípio, desde então rigorosamente cumprido, de garantir o máximo respeito pelos métodos democráticos na vida interna do Partido. O III Congresso – I Congresso ilegal – realizou-se de 10 a 13 de Novembro de 1943, na vivenda “Vila Arriaga”, no Estoril.


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18 - PCP, partido da unidade antifascista

 Em Maio de 1942 pode ler-se no "Avante!": «O problema fundamental do momento é a unificação da classe operária em volta do seu partido de classe e o da união de todas as forças antifascistas com a classe operária e com o seu partido». Em Março de 1943, o PCP lança um «Manifesto à Nação», onde apresenta «9 Pontos como programa para a unidade nacional». Em Janeiro de 1944, é publicamente anunciada a criação do Conselho Nacional de Unidade Antifascista – MUNAF – em que colaboram comunistas, socialistas, republicanos, católicos, monárquicos, liberais e outros antifascistas de várias tendências.

 

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17 - PCP, vanguarda da classe operária

No período que se segue à «reorganização de 40-41», a classe operária surge em força na cena política nacional e toma a vanguarda da luta. À sua frente, mobilizando, dirigindo, projectando a luta sempre para a frente, sempre para objectivos mais vastos, está o PCP.

 

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16 - 1.º "Avante!" da última série, iniciada em 1941

 

 Em 1938, a tipografia do "Avante!" caíra nas mãos da PIDE e a publicação do "Avante!" fora interrompida. A partir de Agosto de 1941, o órgão central do PCP é publicado ininterruptamente até ao 25 de Abril de 1974.

 

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15 - A «reorganização de 40-41»

 

 Em 1940, na sequência da libertação de um grande número de militantes – entre eles Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro, Sérgio Vilarigues, Joaquim Pires Jorge, José Gregório, Pedro Soares, Manuel Guedes, Júlio Fogaça – inicia-se a «reorganização de 40-41». Momento fundamental da história do PCP, no qual Álvaro Cunhal teve um papel decisivo, a «reorganização» permitiu que o Partido desse rapidamente grandes passos em frente na sua actividade e influência, transformando-se num grande partido nacional, organizador da luta popular e impulsionador da luta antifascista.

 

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14 - A clandestinidade

 

A clandestinidade não se destinava a esconder do povo a actividade do PCP, mas sim a defender os militantes da repressão. A par das estruturas de ligação às massas, existiam as estruturas totalmente clandestinas, o aparelho clandestino do Partido, assente num reduzido mas sólido quadro de funcionários inteiramente dedicados à luta revolucionária. O aparelho e a organização clandestina do Partido foram a espinha dorsal e o principal motor da luta antifascista. As casas clandestinas constituíam uma peça importante dessa defesa. A tipografia clandestina era, exteriormente, uma casa como outra qualquer, mas no seu interior os tipógrafos recebiam os textos, imprimiam e entregavam-nos ao aparelho de distribuição.

 

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13 - Tarrafal, o Campo da Morte Lenta

Com o avanço do fascismo na Europa e na decorrência do processo de fascização do Estado promovido por Salazar, o regime fascista português cria, em 23 de Abril de 1936, a «Colónia Penal» do Tarrafal. O objectivo é assassinar os democratas mais combativos e aterrorizar todo o povo. Os 340 antifascistas que estiveram presos no Tarrafal somaram aí um total de dois mil anos, onze meses e cinco dias de prisão. 32 deles, entre os quais Bento Gonçalves e Alfredo Caldeira, foram ali assassinados friamente. Tarrafal foi o espelho do regime fascista.

 

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12 - A Revolta dos Marinheiros

 

Na sequência do corte de relações do regime fascista com a República Espanhola e do seu apoio à sublevação fascista de Franco, revoltam-se, em Setembro de 1936, organizados pela ORA (Organização Revolucionária da Armada), os marinheiros dos navios de guerra Dão, Bartolomeu Dias e Afonso de Albuquerque. Dez marinheiros foram mortos, 60 foram condenados a penas que somaram 600 anos de prisão e deportados para o Tarrafal.


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11 - O 18 de Janeiro de 1934

 

Em resposta à entrada em vigor do Estatuto do Trabalho Nacional que, inspirado na Carta del Lavoro de Mussolini, decretava a ilegalização dos sindicatos livres, desenvolve-se uma greve de características insurreccionais. Na Marinha Grande a greve, dirigida por militantes comunistas, atinge proporções assinaláveis. A repressão é violenta. Manuel Vieira Tomé, dirigente sindical e militante do Partido, morreu nas mãos da polícia política. A partir dessa luta, o PCP afirma-se definitivamente como o partido da classe operária e o grande dinamizador da luta antifascista.

 

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10 - O Partido resiste

A década de trinta, no decorrer da qual se concretiza a fascização do Estado, foi, simultaneamente, um tempo de acentuada repressão contra o Partido. O crescimento do PCP assustava o regime fascista que concentrou nele a sua força repressiva e fez do anticomunismo a sua bandeira ideológica. O Partido sofre fortes golpes. Apesar disso prossegue a sua actividade. É criado um Comité Central, até aí inexistente. Entre 36 e 38, o "Avante!" publica-se semanalmente e chega a atingir tiragens de 10 mil exemplares.


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09 - Primeiro número de "O Militante"

 

 Em 1933 é criado "O Militante", que viria a desempenhar um importante papel na formação política e ideológica dos quadros e dos militantes comunistas.

 

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08 - Primeiro número do "Avante!"

 

  A 15 de Fevereiro de 1931, na sequência da reorganização de 1929, foi publicado o primeiro número do "Avante!", órgão central do Partido Comunista Português. Assim se inicia uma gloriosa caminhada que fará do "Avante!" um dos exemplos mais notáveis da imprensa operária clandestina de todo o mundo.

 

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07 - A frente sindical

 

A frente sindical é uma das mais importantes frentes de luta do Partido após a reorganização de 1929. É criada a Comissão Inter-Sindical que, em pouco tempo, adquire uma influência maioritária, representando 25 mil trabalhadores – enquanto a CGT (anarquista) representa 15 mil e a FAO (socialista) representa 5 mil.

 

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