72 - A Primeira Festa do “Avante!”

A Primeira Festa do “Avante!” realizou-se a 24, 25 e 26 de Setembro de 1976, na FIL, em Lisboa. Ergueram-na milhares de militantes e amigos do Partido – operários, intelectuais, estudantes, trabalhadores de todas as profissões, homens, mulheres e jovens – que, com a sua criatividade e muitas e muitas horas roubadas ao merecido descanso de um dia normal de trabalho, deram o pontapé de partida para aquele que, de então para cá, passou a ser o maior evento cultural, artístico, político, de convívio e de confraternização, do país – uma expressão concreta da força e das potencialidades da militância revolucionária.

 

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71 - Movimento operário e popular

 

As grandes manifestações de massas, nas quais participavam todas as camadas do povo português, foram uma das mais importantes formas de acção do movimento operário e popular – e continuam a sê-lo na situação actual. Os sindicatos, unidos na Intersindical (CGTP) desempenharam um papel decisivo em todo o processo revolucionário – e continuam a ser determinantes na luta contra a política de direita. Com uma intervenção valiosa, em cooperação com o movimento sindical, as Comissões de Trabalhadores são também de grande importância.

 

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70 - VIII Congresso

Realizado em Novembro de 1976, foi o Congresso do balanço da revolução. O principal documento e trabalho preparatório do Congresso, elaborado por Álvaro Cunhal – «A Revolução Portuguesa, o Passado e o Futuro» – constitui uma profunda e exaustiva análise do processo revolucionários português no seu conjunto. «Nas condições actualmente existentes em Portugal a recuperação capitalista contraria a recuperação económica. Uma política de recuperação capitalista, a insistir-se nela, conduziria, não à solução das dificuldades económicas e financeira, mas ao seu agravamento. Não à consolidação da democracia, mas à restrição das liberdades e ao uso da repressão. Não à estabilidade económica, social e política, mas à multiplicação dos conflitos e à desestabilização»

 

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69 - A contra-revolução

 Os inimigos da revolução de Abril, tentaram, desde o início, liquidar a revolução, recorrendo a métodos caracterizados por um vale tudo sem fronteiras: várias tentativas de golpes, terrorismo bombista, santas alianças internas, financiamentos do capitalismo internacional. O 1.º Governo do PS/Mário Soares, em 1976, dá início a uma brutal ofensiva contra as conquistas da revolução, tendo como alvos tudo o que de mais progressista a revolução de Abril produziu, a começar pela própria Constituição. De há trinta anos para cá tem sido essa a prática de sucessivos governos PS/PSD/CDS. O PCP ocupa a primeira linha da luta contra a política de direita e por uma alternativa de esquerda.

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68 - A Constituição da República Portuguesa

Em 2 de Abril de 1976, a Assembleia Constituinte aprovou a Constituição da República Portuguesa que consagrava o regime democrático nascido da revolução de Abril. Trinta anos passados, e apesar de mutilada por sucessivas revisões levadas a cabo pelos partidos da política de direita, a Constituição mantém-se como conquista da revolução e referência essencial de luta para todos os homens e mulheres de Abril.

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67 - Reforma Agrária

A Reforma Agrária, a mais bela de todas as conquistas da Revolução, foi uma realização revolucionária de alcance histórico dos trabalhadores agrícolas alentejanos e ribatejanos, organizados nos seus sindicatos, tendo à frente o seu Partido – o Partido Comunista Português – e contando com o apoio dos militares revolucionários e progressistas de Abril.

 

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66 - Nacionalizações

As nacionalizações surgem como resultado do processo revolucionário, como consequência lógica da agudização da luta de classes, que opunha à Revolução portuguesa os grupos monopolistas, o grande capital. A nacionalização dos sectores básicos da economia liquidou os grupos monopolistas e alterou radicalmente as estruturas económica do País.

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65 - VII Congresso (Extraordinário)

A 20 de Outubro de 1974, no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, poucos meses depois do 25 de Abril, reuniu, extraordinariamente, o primeiro Congresso do PCP na legalidade, após 48 anos de fascismo. É o Congresso de um partido que se transformara rapidamente de um forte partido clandestino de quadros num grande partido de massas.

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64 - 1.º comício do PCP no Campo Pequeno

Um mês após o 25 de Abril, o PCP realiza um gigantesco comício na Praça do Campo Pequeno, em Lisboa. Dezenas de milhares de pessoas confirmam a crescente influência e prestígio do partido da classe operária e de todos os trabalhadores, do partido da resistência antifascista, do partido da revolução de Abril.

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63 - 1.º Avante legal

Após 43 anos de vida clandestina – durante os quais foi a voz dos que não tinham voz – o "Avante!" surge à luz da liberdade, para continuar a desempenhar o seu papel ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, enquanto órgão central do Partido Comunista Português.

 

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    62 - O 1.º Governo Provisório

    A presença dos comunistas no 1.º Governo provisório foi o reconhecimento do seu papel no derrubamento do fascismo e a garantia da criação e defesa de um regime democrático. À conquista das liberdades, segue-se a conquista de significativas melhorias das condições de vida dos trabalhadores e do povo. Com os governos provisórios que se sucederam, os trabalhadores e o povo tiveram, pela primeira – e, até agora, única vez – um primeiro-ministro que se identificava com os seus interesses, anseios e aspirações: o General Vasco Gonçalves, o Companheiro Vasco.

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    61 - O primeiro 1.º de Maio

    O 25 de Abril de 1974 teve, uma semana depois, a sua confirmação maior nas gigantescas manifestações unitárias do 1.º de Maio – expressão da imensa força autónoma e independente do movimento operário e popular. Álvaro Cunhal, na sua intervenção: «Nestes dias deram-se passos gigantescos no sentido da democratização da vida nacional. Mas o perigo da reacção fascista, o perigo da contra revolução existe»

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    60 - Chegada de Álvaro Cunhal a Lisboa

    30 de Abril de 1974: uma multidão acorre ao aeroporto de Lisboa, para ver e ouvir Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP: «O momento exige que se reforce na acção diária a unidade da classe operária, a unidade das massas populares – força motora das grandes transformações sociais; que se alargue e reforce na acção diária a unidade de todos os democratas e patriotas e se desenvolva impetuosamente a sua força organizada; que se reforce a aliança, a cooperação, a solidariedade recíproca entre as massas populares e os oficiais, sargentos, soldados e marinheiros de sentimentos democráticos e liberais»

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    59 - A consolidação da vitória

     Apoiando e estimulando os militares patriotas, mobilizando-se e intervindo directamente na democratização da vida nacional, o levantamento popular afirma-se como factor decisivo para a consolidação da vitória. O povo português, fundindo a sua acção com o MFA, inicia a exaltante caminhada para a realização das suas mais profundas esperanças e aspirações. Em poucos meses, vencendo resistências e dificuldades, a acção das massas populares, em estreita e fraterna aliança com o MFA – a Aliança Povo/MFA – obtém êxitos de alcance e consequências históricas. Ao Portugal fascista e colonialista sucedia o Portugal revolucionário, da liberdade, da paz, da independência e do progresso social.

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    57 - O Avante! n.º 464

     

     

    Na edição de Abril de 1974 do órgão central do PCP, destacam-se duas palavras de ordem essenciais: «Não dar tréguas ao fascismo» e «Aliar à luta antifascista os patriotas das forças armadas». O «Avante!» refere «a existência de um amplo movimento que abrange centenas de oficiais do Quadro Permanente dos três ramos das Forças Armadas».

     


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