Política privatizadora do Governo leva ao encerramento de dezenas de Estações dos CTT em todo o país

mini-SDC18308Em nota à Comunicação Social, a Organização da Cidade de Lisboa do PCP solidariza-se com a luta da população em defesa dos CTT e manifesta-se contra a privatização do serviço público de correios.
O PCP apela às populações que mantenham a sua justa luta pela reabertura das estações encerradas, pela exigência do cancelamento dos encerramentos das Estações de correios e pela suspensão do processo de privatização dos CTT.

 Nota à Comunicação Social


Política privatizadora do Governo leva ao encerramento de dezenas de Estações dos CTT em todo o país


O Governo e a Administração dos CTT têm vindo a executar uma política de destruição da rede de Estações dos CTT, tendo como objectivo final a privatização deste serviço público, o que tem indignado alguns autarcas e as populações afectadas pelos encerramentos.

Desde Janeiro de 2013, já foram encerradas 110 Estações em todo o país. 60 destas Estações encerraram no último mês. Alegando menos encargos para os interessados na compra dos CTT, o Governo e a Administração assumem que estão a trabalhar no sentido da privatização e estão a encerrar dezenas de Estações, deixando as populações longe deste serviço que sempre foi de proximidade.

Esta política é demonstrativa da falta de respeito pela população e pelos funcionários dos CTT que vão ser colocados nas poucas estações que restarem abertas, como excedentários, para facilitar o seu futuro despedimento, e é demonstrativa da incoerência que tanto caracteriza este Governo - querendo privatizar os CTT, que sempre foram lucrativos.

Muitas manifestações realizadas nos últimos dias contra os encerramentos das Estações dos CTT intimidaram a Administração. Em Lisboa, vários foram os protestos e, numa atitude desesperada, a Aadministração ordenou bruscamente na passada Sexta-Feira o encerramento de todas as Estações da capital antes da hora de fecho, afectando centenas de instituições e munícipes, pondo em causa o cumprimento de prazos legais que dependem do serviço postal, criando problemas futuros às populações, ainda difíceis de apurar, apenas para limitar e fugir à contestação e impedir a realização dos protestos no interior das Estações. Algumas destas Estações não voltaram a abrir no dia útil seguinte, Segunda-Feira, de que é exemplo a Estação dos Anjos, de Carnide, do Bairro do Condado e da Calçada de Carriche, que estão definitivamente encerradas, e a Estação da Ajuda, que tem encerramento anunciado em Julho.

A par do Governo, na CML o presidente António Costa tem consentido a atitude privatizadora e desrespeitadora do Governo e deixa ao abandono a população na sua luta pela manutenção das Estações. Em Bairros onde a população é maioritariamente idosa, o encerramento da Estações dos CTT traz consequências graves para a população, significando uma diminuição das condições de vida. As alternativas apresentadas não satisfazem as necessidades da população ter serviços de proximidade, nem oferecem segurança, principalmente para os idosos levantarem as suas pensões.

A população é apanhada de surpresa, uma vez que os encerramentos não são informados à população e acontecem de um dia para o outro.

O PCP está ao lado das populações nesta luta e está contra a privatização deste serviço público. O PCP apela às populações que mantenham a sua justa luta pela reabertura das estações encerradas, pela exigência do cancelamento dos encerramentos das Estações dos CTT e pela suspensão do processo de privatização dos CTT.

Lisboa, 4 de Junho de 2013

A Organização da Cidade de Lisboa do PCP