O Direito à cidade é incompatível com a especulação imobiliária e financeira

 
Praça da Figueira“No quarteirão da Pastelaria Suíça, comprado por um fundo imobiliário, havia uma loja de 48m2 que pagava 240 euros por mês, agora propõem 31 mil euros. Estas lojas, drogarias, retrosarias, lojas pequenas com fidelidades de clientes e identidade não são fáceis de deslocalizar”, explica Miguel Macedo e Cunha da UACS. Lourdes Fonseca, presidente da UACS, lamenta que o arrendamento de comércio e serviços é cada vez mais caro, e muitas empresas têm escolhido sair da cidade: “As rendas estão tão altas que inviabilizaram negócios e puseram em risco a sobrevivência de empresas.
E quando falamos em fundos imobiliários nem sequer entra a possibilidade de negociação de rendas, de protecção do lojista, de alguma flexibilidade. Estamos a falar de senhorios invisíveis.”