Contra o Despedimento Colectivo: Solidariedade com os trabalhadores do Grupo Media Capital

318.jpgA intenção de despedimento de onze trabalhadores da Media Capital Rádios constitui mais uma afronta aos profissionais da comunicação social. É um novo episódio na vaga de despedimentos, de aprofundamento da precariedade e da desregulamentação das relações laborais. É sintomático que, para além desta intenção de despedimento colectivo, tenham sido conhecidos outros processos com o mesmo intuito num conjunto de empresas, exactamente na semana seguinte ao último de três processos eleitorais.

É inadmissível que o grupo Media Capital, que entre os anos de 2004 e 2008 acumulou mais de 89 milhões de euros de lucros e só no 1º semestre de 2009 já arrecadou mais de 9 milhões - tenha a intenção de despedir.
 
O PCP apela à luta dos trabalhadores contra este despedimento, e expressa a sua activa solidariedade!

 
Solidariedade com os trabalhadores do Grupo Media Capital

A intenção de despedimento de onze trabalhadores da Media Capital Rádios constitui mais uma afronta aos profissionais da comunicação social. É um novo episódio na vaga de despedimentos, de aprofundamento da precariedade e da desregulamentação das relações laborais. É sintomático que, para além desta intenção de despedimento colectivo, tenham sido conhecidos outros processos com o mesmo intuito num conjunto de empresas, exactamente na semana seguinte ao último de três processos eleitorais.

É inadmissível que o grupo Media Capital, o único que não perdeu receitas com a publicidade - entre os anos de 2004 e 2008 acumulou mais de 89 milhões de euros de lucros e só no 1º semestre de 2009 já arrecadou mais de 9 milhões - tenha a intenção de despedir.

É tanto mais inaceitável tendo em conta que, há poucas semanas, o director do Rádio Clube Português (RCP) anunciava na comunicação social que a emissora ia “acentuar a notícia, o valor da proximidade e trazer vida para a rádio”. Vítor Moura referiu que a equipa no RCP “é pequena mas extremamente polivalente. Mais do que o número o que importa é a qualidade de trabalho, que é óptima”.

Estas declarações atestam o carácter mercantilista desta decisão. Não se pode pensar em fazer mais e melhor jornalismo despedindo trabalhadores. O perigo de a empresa aprofundar a exploração para níveis inaceitáveis da chamada polivalência - aproveitando as condições propiciadas pelo Estatuto do Jornalista e pelo Código de Trabalho - não deixarão de se repercutir na qualidade e pluralidade da informação produzida e difundida.

A pressão que mais uma intenção de despedimento colectivo coloca sobre os profissionais da comunicação social põe em causa o livre exercício da profissão, com consequências inevitáveis para a qualidade da nossa democracia.
   
O PCP, através da Organização Regional de Lisboa, repudia o processo agora encetado tendo em vista o despedimento colectivo de onze trabalhadores. Manifestamos, desde já, toda a solidariedade com os trabalhadores da empresa, e em especial com os visados da intenção de despedimento colectivo. Só a luta, a união de todos dos trabalhadores deste sector, em torno das suas organizações representativas e em defesa do direito ao emprego com direitos, pode garantir uma informação livre, democrática e plural. Da nossa parte, podem contar com toda a disponibilidade para ouvir e intervir ao lado dos trabalhadores.

16 de Outubro de 2009