Sobre o Palácio do Sobralinho

Em declaração política, a CDU confronta a gestão PS na Câmara Municipal com a intenção de privatizar o espaço patrimonial da quinta ou o afastamento da população deste bem municipal.



Declaração política dos vereadores da CDU
Reunião de Câmara de 28/03/2007

 

Na prossecução de uma estratégia sócio-cultural que estava definida para o concelho de Vila Franca de Xira, foi possível adquirir o palácio do Sobralinho, assim como os terrenos que integram o seu prédio rústico, com o objectivo de os recuperar e de os adaptar para a fruição cultural. Durante vários anos, este património municipal foi visitado e vivido e acolheu múltiplas manifestações de natureza sócio-cultural, tornando-se num dos mais emblemáticos pontos de acesso à cultura do concelho e mesmo da região de Lisboa.

O palácio e o seu vasto património ganharam essa escala porque foram recuperadas e preservadas as formas que lhe conferiam a singularidade, mas com a novidade de que se tornava num património ao serviço das populações. Estava assim atingida uma das metas para a democratização cultural do concelho de Vila Franca de Xira.

Por motivos óbvios, esta quinta era e é um património com custos de manutenção e de actividade exigentes. Como nunca os negámos e sempre os assumimos com responsabilidade, no final de cada temporada se encontrava e media os resultados:
- Centenas de visitantes mensais;
- Múltiplas iniciativas que davam vida ao interior e exterior do palácio;
- Espaços dedicados ao lazer, entre os quais se mantinha a piscina e o magnífico jardim;
- Um vasto público para o heterogéneo uso sócio-cultural que o palácio podia acolher.

Sobre o futuro do Palácio do Sobralinho, os vereadores da CDU, reafirmando o seu projecto político-cultural para este concelho, opor-se-ão a qualquer desvio de uso que anule o objectivo que presidiu à sua aquisição.

No entanto, isso não invalida que não se faça o seu aproveitamento integral, que não se dê ainda mais uso à sua natural capacidade, enquanto património que é de todos e que pode vir a assumir novas actividades. Mas essa é uma condição que nunca poderá ser confundida com a privatização do espaço ou com o afastamento das populações do seu património.

Sobralinho, 28 de Março de 2007

Os vereadores da CDU