PCP: Com os trabalhadores da Frismag / Torres Vedras

O Sector de Torres Vedras do PCP está solidário com a luta dos trabalhadores da Frismag, conforme se pode ler num comunicado em distribuição: "A conversa dos patrões é sempre a mesma e os seus objectivos também: os trabalhadores teriam que aceitar tudo para manter o emprego. Menos direitos e nada de aumentos salariais. Esta chantagem é inaceitável! Onde estão os enormes lucros de anos e anos da empresa? Esses lucros não podem ficar no bolso dos patrões nos supostos momentos mais difíceis, antes devem servir para equilibrar as contas se for caso disso."
Os patrões decidiram avançar com a aplicação de um “banco de horas” na Frismag. O pretexto é o do costume: a crise internacional e a quebra das encomendas para assim dizer aos trabalhadores que mais vale o banco de horas que outras medidas mais drásticas, como o lay-off ou mesmo os despedimentos, inevitáveis (dirão eles) se houver luta e resistência a esta medida.

A conversa dos patrões é sempre a mesma e os seus objectivos também: os trabalhadores teriam que aceitar tudo para manter o emprego. Menos direitos e nada de aumentos salariais. Esta chantagem é inaceitável! Onde estão os enormes lucros de anos e anos da empresa? Esses lucros não podem ficar no bolso dos patrões nos supostos momentos mais difíceis, antes devem servir para equilibrar as contas se for caso disso. Ou quando para a empresa não havia crise os trabalhadores tiveram grandes aumentos de salários, mais direitos, menos horas de trabalho sem perda de salário? Nada disso. A empresa acumulou e acumulou lucros à conta dos trabalhadores e do seu trabalho.  

O que querem os patrões é aumentar a exploração, isto é, pagar menos aos trabalhadores para assim aumentarem os seus lucros; o que os patrões querem é pagar horas extraordinárias e trabalho aos sábados ao preço que pagam as horas normais de trabalho; o que os patrões querem é, com o banco de horas, decidir completamente a vida dos trabalhadores. Estes vão trabalhar quando e às horas que o patrão quiser, ficando com a sua vida completamente desregulada.

O que os patrões querem é aplicar já o Código do Trabalho que o seu Governo, o Governo do PS, fez e aprovou, onde se inclui esta questão do banco de horas. O Código do Trabalho ainda não está em vigor, fruto da luta dos trabalhadores, e os patrões da Frismag já o querem aplicar na empresa.

É preciso que os trabalhadores se unam e lutem na defesa dos seus direitos. Não foram os trabalhadores que provocaram a crise, não são os trabalhadores que dela beneficiam, não são os trabalhadores que têm que a pagar ainda mais. O que nos mostra a História é que estas alturas de crise servem sempre para enriquecer os mais ricos e para retirar salário e direitos aos trabalhadores.

É preciso que os trabalhadores se unam em torno do seu sindicato de classe (o Sindicato dos Metalúrgicos/CGTP) e também que exijam à Comissão de Trabalhadores que tome uma posição séria contra esta situação.
Foi seguramente a pensar nisto que o patronato colocou os dirigentes e activistas sindicais a trabalhar na cave. A história também não é nova; atacar os direitos dos trabalhadores tentando atacar e afastar os seus representantes.

O PCP, Partido dos trabalhadores, manifesta a sua total solidariedade e disponibilidade para apoiar os trabalhadores da Frismag na necessária resistência a mais esta ofensiva contra quem produz a riqueza da empresa e do país: os trabalhadores. Contem os trabalhadores da Frismag sempre com o PCP.

A luta é o caminho. Sim, é possível uma vida melhor!

Sector de Empresas de Torres Vedras do PCP