CDU Lisboa - Dez 2006 - Orçamento 2007 e as 8 grandes acusações à CML

Boletim Dezembro 2006 - CDU Lisboa

Orçamento para 2007 confirma Câmara de Lisboa desbarata o dinheiro público

A Câmara está super-endividada. Isso é um facto. Mas não falta dinheiro. Está é muito mal gerido. E os escândalos de má gestão sucedem-se de semana para semana: Urbanizações, loteamentos, EPUL, benesses a particulares…

Hoje, é cada vez mais claro para todos que a CML administra mal o património e desbarata recursos.

A Cidade está pouco iluminada. Está mal conservada: os buracos nas ruas abundam. As escolas do 1º ciclo estão degradadas. Algumas piscinas encontram-se totalmente degradadas por falta de manutenção. O Pavilhão Carlos Lopes está a cair dia-a-dia. Mas o caso da dívida galopante é significativo nesse aspecto. Os dados são: uma dívida total de mil e 200 milhões de euros, o que inclui uma dívida de curto prazo (a fornecedores) de 310 milhões. Ora no final de 2001, essas verbas em dívida eram apenas de 80 milhões a de curto prazo e de 580 milhões a dívida total.  

As receitas da CML são muito elevadas. Mas o que não se entende é onde é que esta maioria e a anterior as gastaram. Não se vêem obras dignas desses enormes dispêndios. Não se sente a Cidade a renovar-se, pelo contrário. Não se sabe para onde se escoaram tantos milhões.

Mais grave: não se descortinam nesta maioria gestos de inversão de caminhos. Pelo contrário: a Cidade está a afundar-se em dívidas e todos reclamam, a começar pelos fornecedores, muitos dos quais já deixaram de fornecer os seus serviços e produtos à CML, por falta de pagamento, como acontece por exemplo com a frota, parada em parte por causa da falta de material e peças.

Uma situação degradante que devia ser evitada, em nome do prestígio municipal.

As 8 grandes acusações do PCP à CML

O PCP acusa a CML de oito grandes crimes contra a Cidade. Estas acusações são públicas e oficiais: o PCP participou contra a CML nas instâncias judiciais competentes e os processos correm os seus trâmites, uns no Ministério Público, outros no Tribunal de Contas e outros ainda já no Tribunal Administrativo.

É de esperar que os tribunais procedam contra a CML pois as ilegalidades sucedem-se e a impunidade não pode continuar.

Os oito casos são os que seguem. Estão em causa uma empreitada e sete operações urbanísticas – o que mostra bem o peso que tem a especulação imobiliária nesta gestão da CML.

O Túnel do Marquês está sob «fiscalização concomitante» após a participação do PCP contra o modelo de contratação do empreiteiro e ainda por a CML assumir despesas que não devia no desvio de condutas etc..

A maioria PSD-CDS aprovou um conjunto de alterações simplificadas do PDM que ferem a legislação em vigor para beneficiar loteamentos privados. O processo movido pelo PCP encontra-se já para o juiz.

As operações urbanísticas de Alcântara, Boavista e Vale de Santo António foram avançadas sem plano e sem debate público, ao contrário do que a lei exige. O PCP fez a correspondente participação ao Ministério Público e o processo mantém em curso.

Nas Olaias, após participação do PCP contra a falta de plano de urbanização ao Procurador da República, este solicitou a intervenção da inspecção (IGAT), o que está a decorrer.

O Parque Mayer e o terreno de Entrecampos (antiga Feira Popular) e ainda a hasta pública de uma outra parcela de terreno municipal no mesmo local são outros caos célebres de infracção à lei.

CDU Lisboa - Dez 2006 - Propostas e posições sobre problemas concretos

Boletim Dezembro 2006 - CDU Lisboa 

O folhetim continua - Crime» no Parque Mayer

A CML cometeu no processo do Parque Mayer uma decisão duplamente errada ao permutar um terreno municipal em Entrecampos com alto valor imobiliário por um terreno sem valor equivalente.

Portanto prejudicou Lisboa a dobrar: quando trocou os valiosos terrenos da antiga Feira Popular pelos do Parque Mayer e se enleou numa embrulhada relativa aos negócios da requalificação do Parque através de um projecto megalómano e sem possibilidades de auto-financiamento. Sabendo-se, ainda por cima, que a CML não tem verbas nem se pode endividar mais para este efeito.

O PCP participou desde logo ao Ministério Público contra esse procedimento.
No que se refere ao futuro do Parque Mayer, parece que nesta fase a maioria de direita considera que o estudo do Arquitecto Frank Gehry vai ser reduzido e a remodelação do equipamento ficaria assim mais comedida.

Quase 1 700 trabalhadores precários - Câmara de Lisboa dá mau exemplo

Há muita gente a trabalhar para a Câmara de Lisboa sem ter a sua situação profissional resolvida.

Segundo dados recolhidos, 15% das pessoas que estão ao serviço da CML estão com vínculos precários. Os vereadores do PCP levaram à sessão de Câmara uma proposta que definia o alargamento do quadro de pessoal e a regularização da situação dos 1 667 trabalhadores precários.

Mas a maioria de direita não o permitiu. Preferiu, isso sim, aprovar antes uma proposta de criação de um Quadro Privado com contrato individual de trabalho, mantendo a precariedade da situação destes trabalhadores, ainda que de forma mascarada.

Clube de Tiro fora de Monsanto

Manter em Monsanto um clube de tiro é uma coisa fora de tempo. Pior ainda se se trata de um Clube de Tiro a Chumbo – material hoje conhecido como tóxico e perigoso. E ainda pior por estar sedeado no coração do Parque Florestal de Monsanto. Por isso, chegada a hora certa para denunciar este contrato de concessão, o PCP propôs em Junho que o mesmo fosse denunciado e o Clube notificado.

A maioria de direita que preside aos destinos da CML não aceitou esta solução, e a situação arrasta-se até hoje.

A EPUL tem de beneficiar a Cidade - Fim aos atropelos do interesse geral

Nos últimos cinco anos, sucedem-se as histórias de desvios da EPUL relativamente aos seus fins.

Esta empresa municipal devia ser um instrumento privilegiado da acção municipal em matéria de construção de habitação e até de urbanização exemplar de parcelas da Cidade. Mas na realidade, desde o conturbado mandato de Santana Lopes e Carmona Rodrigues, agora continuado por Carmona e Fontão de Carvalho, a EPUL tem-se antes distinguido na participação no mercado como apenas mais um dos seus agentes e nem sequer dos menos agressivos.

Com Santana Lopes foi o descalabro geral nesta e noutras matérias. Mas a verdade é que, em matéria de EPUL, a actual maioria, irmã gémea da anterior, não mudou de política. Sucedem-se escândalos que vão desde prémios a chorudas comissões ilegais e ilegítimas. Mas o mais grave continuará sempre a ser o desvio da EPUL relativamente aos seus fins e estatutos, como eles devem ser interpretados e cumpridos: em defesa de Lisboa e da sua população.

Estas questões têm de ser debatidas pelo órgão municipal executivo em sessão específica para o efeito, devendo, se necessário já nesta fase, estender-se tal debate também à Assembleia Municipal de Lisboa.

Tem de haver esclarecimento total das situações duvidosas e debate profundo sobre o futuro da EPUL em sede da CML, já que a Câmara de Lisboa é accionista única da empresa.  

Essa é a única forma de evitar o colapso de uma empresa com potencialidades para desempenhar na Cidade um papel positivo – mas que poderá ser destruída por uma gestão ruinosa como esta.

Rock in Rio: um grande negócio - em prejuízo da Cidade

A Câmara de Lisboa paga e os privados que organizam lucram. Esta é a regra do Rock in Rio. Mais grave: o Parque da Bela Vista, que foi delapidado e destruído para o evento – que podia perfeitamente ser organizado em local que precisasse de reabilitação e requalificação. Mas não. Foi feito o contrário: destruiu-se um Parque belíssimo, acabado de inaugurar e que nunca mais será o mesmo, por mais propaganda que se faça a dizer que o Parque voltará a ser requalificado.

E acrescem mais de 2 milhões de euros do erário municipal nas numerosas despesas e renúncia a receitas por parte da CML. Por exemplo: a obra de preparação do terreno esteve toda a cargo do Município, os serviços municipais, a Polícia Municipal, os Sapadores Bombeiros – tudo ao serviço da organização. Isenção de todas as taxas, licenças e alvarás sem ónus para os organizadores…

Ou seja: o festival envolve prejuízos ambientais e financeiros muito pesados para os cofres da CML e negativos para a qualidade de vida dos lisboetas.

Eleitos do PCP visitaram escolas - Ano escolar começou muito mal

Apesar da propaganda e dos relatórios optimistas, o ano escolar arrancou aos soluços. As instalações, a precisar de obras, há cinco anos que não têm a conveniente conservação.

A situação é muito negativa. Os eleitos do PCP na CML, AML e Assembleias de Freguesia visitaram, entre os dias 10 de Outubro e 3 de Novembro, 18 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico da Cidade de Lisboa, em 15 freguesias e 15 agrupamentos.

Constataram situações de degradação das instalações, instalações eléctricas, espaços de recreio, salas de aula – que nalguns casos põem em risco a integridade física das crianças e dos profissionais.

A falta de manutenção e conservação periódicas levaram à degradação mais profunda das instalações.

A falta de espaço nalgumas escolas é outro problema evidente.

A falta de pessoal auxiliar é agora ainda mais sentido devido ao alargamento do horário de utilização da Escola, o que acarreta maior falta de segurança das crianças. A limpeza das instalações é também muito prejudicada.

Após as visitas, os vereadores do PCP e os deputados na Assembleia, tal como os eleitos nas Freguesias, levaram o assunto aos órgãos autárquicos e reclamaram medidas.

Urbanismo ao serviço da especulação imobiliária

Revisão do Plano Director Municipal por fazer, Alterações simplificadas do mesmo PDM, Vale de Santo António, Alcântara XXI, Boavista… estes são apenas alguns exemplos e casos exemplares de como não se deve proceder em matéria de Urbanismo. Primeiro, combina-se tudo com os promotores imobiliários e procura-se saber quais são as suas ambições para cada local, procura-se encontrar a pessoa certa para a operação certa de especulação imobiliária, depois vai-se à pressão estabelecer

o plano certo para a ambição certa para o local certo…

Tem sido assim desde o início do mandato de Santana Lopes / Carmona Rodrigues, como assim é agora no mandato Carmona Rodrigues / Fontão de Carvalho.

Os planos servem apenas para tapar os olhos aos lisboetas. Trazem uma aparência de legalidade.

Mas não passam de fatos à medida. Na CML e na Cidade, desde 2002, campeia a especulação imobiliária.

SRUs devem ser extintas

As Sociedades de Reabilitação Urbana, SRUs, são um sorvedouro de dinheiros públicos e não fazem nada que a CML não possa fazer e com muitas vantagens. Poupava-se com isso muito dinheiro.

As três SRUs existentes são a da Baixa Pombalina, a Oriental e a Ocidental. Três entidades inúteis, a consumir muito dinheiro municipal. Sem qualquer resultado positivo ou benefício para a Cidade.

Por isso, a proposta do PCP é: extinguir as SRUs, salvaguardar os contratos de trabalho, integrar os trabalhadores noutras estruturas municipais e proceder à transmissão global do seu património para o Município.

Infante Santo: um mau exemplo

Uma construção particular na Avenida Infante Santo está a ser executada aos olhos de toda a gente.

Quando foi denunciada a situação, a obra não tinha licenças e não havia alvarás. Mas, numa primeira reacção à situação, a actual maioria da CML veio a terreiro dizer que estava tudo legal, tudo bem… Um mau exemplo.

Até uma piscina particular estava a ser feita onde devia estar um jardim. E uma parcela de terreno municipal fora ocupada pela obra, sem qualquer fiscalização por parte da CML. Os remendos que entretanto terão sido produzidos não esclarecem nem resolvem o problema principal. A Polícia Judiciária está a investigar mais este caso.

Simtejo e saneamento em Lisboa

A Simtejo é a empresa multi-municipal que tem competência na área do saneamento em vários municípios da região de Lisboa. Tem atravessado uma situação financeira difícil porque alguns associados, como por exemplo a Câmara de Lisboa, não têm pago. Por isso, os eleitos do PCP nos órgãos autárquicos têm repetidamente insistido para que sejam dadas informações seguras sobre o problema e tomadas medidas de viabilização de uma solução, antes que haja um desastre com as estruturas de saneamento / esgotos em Lisboa.

ETAR de Alcântara

Esta estação encontra-se em degradação acelerada. Um concurso que estava pronto a lançar na altura das eleições de 2001, foi várias vezes anulado. O resultado está à vista. A estação não dá resposta ao tratamento das águas residuais / esgotos. Por falta de investimento, as avarias repetem-se: há mau cheiro, poluição e esgotos a escoar directamente para o Tejo etc.. Só recentemente (5 anos depois) foi lançado o concurso para a obra – que vai levar anos a executar.

Política do PSD: vender, vender, vender
O PCP e o património municipal

A maioria PSD-CDS/PP que gere os destinos actuais da CML pretende vender imóveis e terrenos até ao valor de 120 milhões de euros. Dizem que é uma forma de pagar as dívidas. Mas a verdade é que a dívida vai para lá dos mil milhões e se vai agravando a cada dia que passa. Vender património a esmo, não. Por princípio, o PCP só aceita votar favoravelmente essa venda em casos bem definidos e excepcionais.

Mais: na sua maioria, estas peças do património municipal não servem para construção porque o PDM não o permite naqueles locais. A não ser que venha a ser alterado para esse fim. Por isso, o PCP já se afirmou claramente contra as alterações do Plano Director Municipal que visem propiciar a valorização dos locais, de modo a atrair compradores para o património municipal. Não havendo alterações ao PDM, as expectativas de especulação imobiliária cairão por terra. Esta é a posição que melhor defende o interesse municipal de longo prazo.

Areeiro, Olivais e Campo Grande - Piscinas devem ser recuperadas

As piscinas municipais do Areeiro e Campo Grande e o Complexo Desportivo dos Olivais foram encerrados para demolição e sabe-se lá mais o quê por parte da CML. O PCP defende a sua reabilitação e requalificação. O facto é que durante os últimos cinco anos não houve obras de restauro nem de conservação. É essa a razão pela qual os equipamentos se foram degradando.

Quanto aos projectos de requalificação, é de notar que eles estavam prontos há cinco anos. Mas a actual e anterior maioria PSD-CDS abandonou-os.

É urgente que a CML discuta o que vai de facto fazer destas piscinas. Em visita efectuada aos locais, os eleitos do PCP confirmaram a viabilidade da sua requalificação.

O ideal será que elas sejam remodeladas e valorizadas e é essencial que se mantenham integralmente no património e na gestão municipal.  

CDU Lisboa - Dez 2006 - Bairros de Lisboa têm muitos problemas

Bairros de Lisboa têm muitos problemas…
E a Câmara sem dar resposta…


Os eleitos do PCP nas Freguesias, na CML e na Assembleia Municipal têm-se distinguido por fazerem visitas sistemáticas a alguns dos bairros com maiores problemas na Cidade.

Desde o início do mandato, já foram efectuadas dezenas de visitas. Os contactos com as populações locais sucedem-se. De cada visita resulta sempre uma acção política concreta: um requerimento à CML, uma intervenção em defesa dos interesses dos cidadãos, uma moção para resolver uma situação ou uma proposta concreta levada à CML, à AML ou aos órgãos das Freguesias.

Deixamos aí alguns exemplos de visitas efectuadas ultimamente.   

Quinta da Bela Flor

São muitos os problemas deste bairro. As crianças da escola estão há meses deslocadas e as estruturas locais, a junta de freguesia e a população não têm qualquer informação sobre a construção da nova escola. Uma situação a reclamar a intervenção eficaz da CML.

Bairro do Tarujo

Há prédios devolutos ocupados por toxicodependentes, uma situação que em nada traz segurança para os moradores. Há perigo de ruína e perigos para a tranquilidade da zona que deviam merecer a intervenção da CML. Uma proposta de Junho não salvaguarda o direito de realojamento dos moradores. Por isso, os vereadores do PCP votaram contra.

Vila Ferro

Prédios devolutos que não foram demolidos na altura dos realojamentos precários estão arrendados com rendas altíssimas - problemas que se acumulam aos restantes de um bairro em transformação adiada.

Bairros da Liberdade e da Serafina

Arrasta-se há demasiado tempo o processo de realojamento destas pessoas. É um assunto que urge resolver. Entretanto, as condições locais continuam a degradar-se.

Lóios e Amendoeiras

Trata-se de bairros com um problema específico: as suas casas são propriedade da Fundação D. Pedro IV, a quem foram cedidas pelo Estado. Aumentos exorbitantes e problemas de relacionamento levaram os deputados do PCP na AR, os vereadores do PCP e os seus eleitos na Assembleia a defender duas soluções: reversão dos fogos para o Estado e soluções em diálogo, com intervenção activa da CML.

Bairro da Boavista

Iluminação deficiente, transportes insuficientes e falta de equipamentos como os Correios o Mercado ou e extensão do centro de saúde – eis os problemas que em visita os moradores e os comunistas locais colocaram aos eleitos que ali se deslocaram já por várias vezes.

Alcolena e Junqueira / Santa Maria de Belém

As populações ressentem-se sobretudo da falta de policiamento que traz problemas de segurança a uma população em boa parte idosa. Mas há também questões de urbanismo, desocupação de andares e isolamento de pessoas e de locais que preocupam os moradores. Por outro lado, há os problemas da mobilidade e do trânsito que foram colocados na visita. De tudo os eleitos se fizeram eco em sessão da CML para que sejam encontradas soluções.

Casas da GNR na Ajuda e nos Prazeres

Perante a ameaça de despejos de moradores destas casas, o PCP solicitou informação concreta e requereu medidas da CML em defesa dos moradores.

Quinta do Cabrinha

A dignidade dos moradores e das estruturas sociais existentes neste bairro obriga a que se combata a propaganda da CML dizendo que está tudo bem: as insuficiências e as carências são muito grandes e as pessoas colocaram-nas aos eleitos que as visitaram.

Bairro do Calhau

As principais carências são os acessos ao bairro, faz falta o Gabinete de Saúde prometido já em 2003, há que fazer a limpeza do matagal da encosta próxima, reclama-se o ajardinamento junto da paragem dos autocarros e os pavimentos devem ser repostos ou arranjados.

Alto do Lumiar e Bairro da Cruz Vermelha

Numa visita efectuada, foram levantados os seguintes problemas principais: questões de habitação, transportes, espaços verdes, segurança, equipamentos urbanos e serviços de Saúde.

Bairro de São João de Brito

A recolha do lixo não é convenientemente efectuada, há problemas ambientais e há ratos pelas ruas… uma situação degradada que não prestigia a CML. Mas a mesma não se decide a fazer algo para melhorar a situação de quem ali mora. Por exemplo: os poucos espaços públicos existentes estão totalmente abandonados.

Bairro Fonsecas e Calçada / Campo Grande

A escola precisa de intervenção urgente, o parque infantil está degradado e há uma manifesta falta de limpeza junto do polidesportivo do Clube local, o qual precisa de urgentes obras de conservação e manutenção. Há também questões relativas a trânsito e segurança rodoviária.

Outras visitas locais

Os eleitos da CDU continuam a efectuar visitas locais para contacto com as populações e as suas realidades:

Outros bairros da Cidade – Eleitos do PCP na Câmara, Assembleia Municipal e Freguesias visitaram ainda outros bairros, como a Vila Amarante e Vila Silva, a Vila Pinto e o Páteo dos Cereeiros, onde contactaram com as populações e ouviram as suas reclamações.

Oficinas Municipais

Este Departamento da CML tem muitos problemas de funcionamento. Os eleitos da CDU visitaram as Oficinas e os trabalhadores e constataram isso mesmo. Falta de material, fardamentos e deficiente fornecimento de peças, consumíveis e combustíveis são algumas das questões detectadas.  

Piscinas Municipais

Há piscinas em mau estado por falta de obras de conservação. Os eleitos da CDU visitaram as do Campo Grande, Areeiro e Olivais.

Escolas

Os eleitos municipais e das freguesias têm efectuado visitas a várias escolas neste início de ano lectivo. Por todo o lado encontram numerosos problemas que os pais e as famílias conhecem bem, tal como os professores. Esses problemas são depois encaminhados sob a forma legal de requerimento à Presidência da CML, a fim de serem tomadas medidas de resolução.  
  

CDU Lisboa - Dez 2006 - Governo tira aos pobres para dar aos ricos

Boletim Dezembro 2006 - CDU Lisboa

Governo PS / Sócrates tira aos pobres para dar aos ricos

Um Governo que faz de quem trabalha e dos pensionistas o seu inimigo não é um governo que sirva os portugueses. São as pensões menores e os salários mais pequenos os mais afectados por esta política. São os maiores capitalistas e as maiores empresas que mais beneficiam desta miserável governação.

Este é um governo que faz da Função Pública o bode expiatório da crise, visando a privatização da função social do Estado.

Isso transparece nas lutas sem precedentes quer dos professores quer da Administração Pública.   

Lei das Finanças Locais prejudica as populações

O Governo alterou para pior a Lei das Finanças Locais, atacando a autonomia do Poder Local. Retirou verbas volumosas a boa parte das autarquias. Limitou a capacidade de endividamento dos municípios.

O que o PCP propõe é exactamente o contrário: o reforço da transferência de maior verba do Orçamento do Estado para os Municípios. Antes de mais, porque se constatam duas realidades importantes. Primeira: as autarquias, em média, gerem melhor asa verbas de que dispõem do que o Governo – e a prova disso é o facto de mais de metade do investimento da Administração Pública em Portugal. Segunda razão: As autarquias só contribuem para o défice em menos de 0,5%.

Ao cortar às autarquias a hipótese de dispor de verbas mais adequadas e ao impedir o recurso ao crédito, o Governo está na prática a prejudicar as populações que beneficiariam dos investimentos que deste modo serão muito mais reduzidos. Em última análise, a Lei da Finanças Locais, ao prejudicar os orçamentos autárquicos, prejudica as populações locais.      

Lei das rendas afecta mais os idosos e os reformados

Todos os inquilinos são afectados pelos aumentos das rendas. Mas quem vai sentir mais estes aumentos são os idosos e os reformados: as pessoas de baixíssimos rendimentos.

A nova Lei prejudica gravemente os inquilinos mais pobres. É conhecido o estado geral de degradação das habitações em Lisboa. Durante décadas não foram feitas as obras de conservação a que a lei obriga e que devem ser feitas de oito em oito anos. O resultado é este: casas sem o mínimo de condições. Os inquilinos manifestaram o seu repúdio por esta Lei iníqua. Os inconvenientes dela foram sobejamente explicitados pelos inquilinos e pelo PCP que se empenhou numa luta contra o novo regime de arrendamento urbano.

Agora, que a lei está em vigor, um conselho a todos os inquilinos: os aumentos não são para aplicar de uma só vez nem de forma igual para todos. Portanto, antes de aceitar o novo aumento, dirija-se à Associação dos Inquilinos Lisbonenses e peça apoio.  

Ministério da Saúde contra os cidadãos

A Saúde está cada vez mais doente. E este Governo o que tem feito é agravar ainda mais a situação dos idosos e dos que mais precisam. Foram agravadas as taxas moderadoras. Foram criadas taxas de internamento hospitalar. O Governo encerra SAPs: Ajuda, Lapa, Olivais, Alameda, Alcântara, Benfica, Graça, Lumiar, Marvila, Penha de França, São João, Sete Rios e Santo Condestável.  

E quer encerrar Hospitais: São José, Capuchos, Desterro, Santa Marta e D. Estefânia. Seria construído um único: o Hospital de Lisboa Oriental («de Todos os Santos»). Mas com uma consequência grave: seriam criadas apenas 780 camas em vez das actuais 2000. Um défice de mais de mil camas.

Património do Estado na Cidade de Lisboa

O Governo Sócrates anunciou gradualmente intenções de venda de património do Estado na Cidade de Lisboa. A Penitenciária, vários Hospitais, incluindo o IPO, o Tribunal da Boa-Hora, várias instalações militares.

Perante este cenário de delapidação do erário nacional, o PCP tem insistido na Câmara de Lisboa e na Assembleia Municipal no sentido de que se reclame do Governo a interrupção deste processo de vendas e, em segundo lugar, que em sede de Plano Director Municipal se proceda a um levantamento da situação e se defenda o interesse municipal quanto ao futuro uso permitido desses locais que eventualmente se encontram em processo venda.  

Segurança Social

Sabe-se que 85% dos reformados ainda recebem menos em pensão do que o salário mínimo. Mas o ataque do Governo vira-se exactamente para as pensões. Ora o que era necessário era precisamente o contrário: consolidar a Segurança Social, sim, mas através do crescimento e do desenvolvimento económico. Por outro lado, a sustentabilidade dão sistema público de Segurança Social só pode ser atingido exigindo que as empresas e as grandes fortunas paguem os seus impostos e executem todos os descontos para o sistema de Segurança Social. O mesmo para a banca e as actividades financeiras em geral. Quando todos descontarem, a sustentabilidade estará assegurada e a Segurança Social garantida para o presente e para o futuro.    

Rede 7 da Carris prejudica os utentes

Ignorando o parecer desfavorável da CML, o Governo permitiu que a Carris alterasse o seu serviço em prejuízo dos utentes, sobretudo os de Alcântara, da Ajuda, Campolide, Ameixoeira, Carnide, Marvila (dentro da Cidade) e as dos arredores: Damaia, Moscavide, Odivelas.

Os fins-de-semana e os horários da noite são os mais afectados. As ligações Belém-Baixa e Saldanha-Olivais são muito afectadas também. As populações mais idosas e mais isoladas são as mais prejudicadas. Alguns exemplos desta situação são os bairros da Serafina, Marvila, Campolide, Lapa e zonas dos cemitérios de Benfica e Carnide, por exemplo.

As populações fizeram numerosas lutas e abaixo-assinados contra esta situação.

Governo Sócrates contra quem trabalha
Orçamento do Estado descaradamente ao serviço dos mais ricos

A política do Governo Sócrates espelha-se na Segurança Social, na Lei das Finanças Locais ou na Saúde. Mas o seu instrumento maior é o Orçamento do Estado. O Orçamento do ano que vem segue o rumo que este Governo tem seguido em boa parte das políticas: agrava o fosso entre a maioria da população e alguns privilegiados.

Em resumo, o OE / 2007 acarreta as seguintes consequências: «redução do valor real dos salários e das pensões de reforma», «perda de poder de compra e redução dos rendimentos do trabalho», «progressivo desmantelamento das funções sociais do Estado».

É o Orçamento de uma classe, a dos privilegiados, a dos mais ricos, em contradição e oposição com a generalidade da população: penaliza quem trabalha, penaliza os cidadãos em geral, beneficia os grandes empresários e beneficia tanto mais quanto mais elevado for o rendimento, beneficia os bancos e o capital financeiro em geral.

O Governo do PS conseguiu aquilo que o PSD não teria condições políticas para fazer: aplica a receita de travar as actualizações salariais, não baixar o IRS, ao mesmo tempo que já aí estão os aumentos dos serviços de saúde e dos medicamentos, aumentos dos transportes e da factura da electricidade.

E as grandes fortunas? Essas, como era de prever, saem altamente beneficiadas: «Mais uma vez, não são tocados privilégios ilegítimos em sede fiscal de IRC. Os bancos, que têm milhões e milhões de euros de lucros, vão assim continuar a beneficiar de uma taxa de IRC que é metade da que paga qualquer outra empresa».

Ou seja: salários e pensões vão continuar a degradar-se, grandes fortunas vão continuar a ter privilégios em dose dupla. É um Orçamento virado de costas para o comum dos cidadãos. A tal ponto que até os pensionistas e os deficientes vão ser penalizados neste miserável Orçamento de Estado.

Para agravar o cenário, o PIDDAC reduz os investimentos municipais. Em Lisboa e em Setúbal, o Governo reduz esse investimento em 32%. No distrito de Lisboa, as obras que beneficiariam vários concelhos têm o seu orçamento reduzido em elevadas percentagens. São cortes imensos que prejudicam as populações de forma drástica. Tanto m ais que em muitos casos são obras aguardadas e prometidas há muitos anos.