Célula do Metro apela à luta para 28 de Junho

A Célula do PCP no Metro editou um comunicado aos trabalhadores da empresa apelando à participação na Manifestação da CGTP-IN de 28 de Junho. Nesse comunicado, o PCP sublinha a importância da luta e unidade dos trabalhadores para parar, derrotar e substituir a actual política de direita.

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5 Junho - 33 anos da nacionalização do Metropolitano

Faz hoje 33 anos que se realizou a nacionalização do Metropolitano, data assinalada pela Comissão de Trabalhadores da Empresa no documento que aqui reproduzimos. Uma data oportunamente recordada num momento em que o Governo continua a apostar na privatização dos sectores estratégicos da economia nacional à custa dos trabalhadores e do nosso povo e para beneficio da classe dominante.

Célula do PCP no Metro contra tentativa de imposição de "aumento" de 2,1%

A Célula do PCP no Metro denuncia a tentativa de imposição de um "aumento" de 2,1% por acto de gestão, pois significaria uma nova e injustificável redução real dos salários dos trabalhadores. 

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PCP denuncia ilegalidades no Metro de Lisboa

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou três requerimentos ao Governo relativos a um conjunto de ilegalidades que estão a ser cometidas na Empresa e das quais o Governo - quer directamente quer porque nomeia os Conselhos de Administração - é responsável.

Perante as situações denunciadas - e que pode ler em detalhe em Ler Mais - fica a questão: será que para este Governo só os trabalhadores é que têm que cumprir as leis? 

Nova Bilhética no Metro significa mais imposto e maiores dificuldades

A introdução de um novo sistema de bilhética no Metropolitano de Lisboa prejdica utentes e trabalhadores, coloca a Célula do PCP no Metro, que exige da Administração e do governo que seja eliminado o novo imposto de 50 cêntimos, bem como que sejam ouvidos os trabalhadores da Empresa.

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Linha Azul do Metro: Administração desrespeita segurança e direitos!

O prolongamento da linha azul para o Terreiro do Paço e para Santa Apolónia está a ser concretizada à custa dos direitos e condições de trabalho dos maquinistas, e das condições de segurança para estes e utentes, como denuncia a Célula do PCP no Metro.

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PCP sobre o encerramento parcial da linha amarela

O PCP tomou posição pública contra os serviços alternativos disponibilizados pelo Metro para compensar o encerramento parcial da linha Amarela. Nessa nota destaca a diminuição do acesso ao transporte público por 6 meses para milhares de utentes e a situação particularmente grave para os utentes da Cidade Universitária.

O PCP sublinha ainda o contraste entre os "serviços mínimos" impostos aos trabalhadores em greve (por exemplo ainda na última greve geral) e os "serviços mínimos" para uma situação como as obras agora a realizar na linha amarela. Um contraste que não deixa dúvidas sobre o carácter ilegal e atentatório do direito à greve dos chamados "serviços mínimos".  

Comunicado aos Trabalhadores do Metro

COMUNICADO
Célula do Partido Comunista Português no Metropolitano de Lisboa – Maio/ 2007
30 de Maio – Todos juntos na Greve Geral

Trabalhadores do Metropolitano

CG e o Governo PS pretende pôr em causa o nosso AE, em sua defesa realizámos dez greves com elevados índices de adesão, mostrando bem a nossa força e razão. Recentemente veio o CG, a mando do Governo, impor, por acto de gestão, o aumento de 1,5% para os nossos salários. Enquanto isso, para os principais bancos e empresas (EDP, PT, Galp e Sonae) os lucros são escandalosos: mais de 5,3 mil milhões de euros!

A política de direita do Governo PS, em concluiu com o PSD e CDS-PP e o apoio do PR, contra os direitos dos trabalhadores, a contratação colectiva, o sistema de Saúde, de Educação e Segurança Social, aumenta dia-a-dia o custo de vida, agravando as dificuldades para quem trabalha, ou vive das baixas pensões, aumentando ainda mais os níveis de pobreza e exclusão social, agravando sem limites as condições de vida dos trabalhadores e do povo. Em defesa dos postos de trabalho, dos direitos conquistados por nós e consagrados no AE, por uma nova política, outro rumo para o País, os comunistas do Metro dizem: temos razões bastantes para aderir em massa à GREVE GERAL DE 30 DE MAIO e, com a sua realização, estaremos em melhores condições para derrotar a política direita que, no Metro como em muitas outras empresas e sectores e no País em geral, é responsável pela degradação dos salários e das nossas condições de trabalho e de vida.

CONTRA ISTO VAMOS LUTAR,
VAMOS ADERIR
À GREVE GERAL!

O Governo ainda não está satisfeito com as alterações feitas à legislação laboral, pretende por isso vir a introduzir a chamada “flexisegurança”, que mais não é do que:

- Liberalizar os despedimentos sem justa causa, aumentando ainda mais a precariedade e o desemprego;

- Alterar as regras da organização do tempo de trabalho, ficando o trabalhador ao dispor do patronato e gestores; sem qualquer possibilidade de recusa, aumentando a seu belo prazer a jornada de trabalho e com isto o não pagamento de trabalho extraordinário;

- Aumentar a polivalência funcional, ou seja concentrar mais funções num trabalhador e consequentemente poder reduzir postos de trabalho e despedir os trabalhadores e aumentar as cargas e ritmos de trabalho.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa lutam por trabalho certo e com direitos, pela passagem a efectivos dos contratados, por melhores salários, por melhores condições de trabalho e de vida, contra a entrega de serviços da empresa a privados, por um transporte público de qualidade ao serviço dos utentes e da população.

POR UMA NOVA POLÍTICA!

Célula do Metro apela ao 2 de Março

Aos Trabalhadores do Metropolitano

A Célula do PCP no Metropolitano de Lisboa afirma, que tal como nas restantes empresas públicas, também no Metro tem sido desenvolvido, há mais de 30 anos por sucessivos governos do PSD/CDS e PS, um processo com vista a criar as condições que permitam as melhores condições para a sua privatização no todo ou em partes.  

É para concretizar esta estratégia que o Governo e o seu Conselho de Gerência desde há anos que
Se multiplicam as reestruturações, criando mais e mais cargos de direcção cada vez mais bem pagos e entregam crescentemente serviços a terceiros. Entre 1997 e 2006, enquanto a rede do metro se expande de 20,6 km para 35,6 km e passa de duas linhas para quatro em operação e consequentemente aumenta o número de estações de 30 para 48, reduzem-se 403 postos de trabalho e degradam-se as condições de trabalho, afectando de forma grave a segurança de circulação e a qualidade do serviço prestado pelo Metropolitano.

Os sucessivos Governos e CG’s levam à prática (deliberada e conscientemente) uma política que prejudica a Empresa na distribuição das verbas do Passe Social, privilegiando os operadores privados (já existentes) conforme reconhece o Tribunal de Contas na Auditoria de 2001 que efectuou às contas do Metropolitano, e dotam a Empresa com indemnizações compensatórias insuficientes face ao serviço público que desenvolve e está obrigada a prestar conforme reconhece a Comissão Inter-Ministerial de Análise às Contas Públicas no seu Relatório de Julho de 2002. E é ainda por esta estratégia privatizadora que o Governo e o seu Conselho de Gerência apostam na destruição do Acordo de Empresa, negociado ao longo de 30 anos com os trabalhadores, procurando arrasar com os direitos dos trabalhadores em mais este sector de actividade e tornar deste modo a Empresa mais apetecível aos privados.

Uma eventual privatização do Metropolitano, à semelhança de todas as outras privatizações efectuadas até hoje, implicaria um aumento de custos directos para todos os utentes, a progressiva degradação do serviço e o aumento dos custos indirectos e implicaria o agravamento do défice das contas públicas fruto da consequente diminuição de impostos recebidos e do aumento das comparticipações do Estado.

A ofensiva contra os direitos dos trabalhadores é geral, pretende nivelar "por baixo" os seus direitos e rendimentos, e cada derrota desta ofensiva é uma vitória para todos os trabalhadores.

O Orçamento de Estado para 2007 e as medidas já tomadas nestes dois meses, com o brutal aumento do custo de vida e, na generalidade dos casos, a redução dos salários reais, o encerramento de empresas com os respectivos despedimentos, bem como a ofensiva contra as funções sociais do Estado, com particular destaque para a área da saúde e do medicamento, da educação e ensino, o bloqueamento da contratação colectiva entre outros nada augura de bom para os trabalhadores portugueses. Vem recentemente o Governo do PS, contando com a prestimosa ajuda do Presidente da República, proclamar qual benesse para os trabalhadores portugueses a flexisegurança, por detrás de “bonitas” palavras, esconde-se a real pretensão de promover os despedimentos sem justa causa, precarizar ainda mais as relações laborais, acentuar o modelo de baixos salários e de uma mão-de-obra pouco qualificada e atacar ainda mais os direitos e a contratação colectiva.   

A luta dos trabalhadores do Metro em defesa do seu AE é uma luta que, pela sua importância, dimensão e firmeza dos trabalhadores tem repercussões muito para além da empresa e dos seus trabalhadores. É um exemplo para outros trabalhadores, e é uma demonstração da força com que o patronato, Administrações e Governo encaram esta situação. Uma vitória dos trabalhadores do Metro será uma forte derrota para o patronato e Governo e um poderoso impulso à luta em defesa dos seus direitos para uma imensa maioria de trabalhadores.

E é com razões acrescidas que os comunistas do Metropolitano de Lisboa apelam a todos os trabalhadores, às suas famílias e amigos para que participem em força na GRANDE JORNADA DE LUTA DIA 2 DE MARÇO, PROMOVIDA PELA CGTP-IN, PELAS 14.30 H. NOS RESTAURADORES.

Contra o custo de vida, pela melhoria dos salários e pela defesa e dinamização da contratação colectiva;

Pelo emprego com direitos, contra o desemprego, contra a precaridade e as teses da “ flexisegurança”;

Em defesa das empresas públicas e dos serviços públicos de qualidade, contra as privatizações.

TEMOS RAZÕES DE SOBRA PARA PROTESTAR !

SÓ VENCE QUEM LUTA!

NO DIA 2 de MARÇO, JUNTOS VAMOS LUTAR PELA MUDANÇA DE POLÍTICA!

O Secretariado da Célula do PCP
no Metropolitano de Lisboa                                                                             Fevereiro de 2007