A Biblioteca Museu República e Resistência (BMRR) é uma das guardiãs da memória da República e da Resistência anti-fascista no Município de Lisboa.

 

BMRR

No momento em que se procuram trilhar caminhos e tomar decisões que prejudicam irremediavelmente este desígnio, ao pretender encerrá-la, os eleitos do PCP defendem que é necessário inverter esta decisão, preservando e valorizando a memória da República e da resistência anti-fascista na cidade de Lisboa, dando condições a quem trabalha e aos equipamentos municipais nesta área.

A intenção, por parte da CML, de “encerrar para

obras” a BMRR, a pretexto de se proceder às intervenções há muito identificadas e que durante anos não obtiveram resposta, a isso não obrigam, nem tão pouco à saída do espólio dali para outro sítio.

 

O PCP conhece e acompanha o trabalho ali feito, há muitos anos, discordando da ideia que o PS quer passar que a BMRR é “um museu silencioso, inoperante, não-apelativo, mesmo morto”.

 

A BMRR continua a ser usufruída, as suas obras são consultadas, tem utilizadores. Sabe-se que é uma biblioteca temática, com uma especificidade, mas a vereadora insiste em comparar números de utentes como se este fosse um equipamento generalista.

 

Procura-se ainda justificar o encerramento da BMRR, a troco de criar ali uma biblioteca de bairro, ignorando que este espaço, projectado pelo Arq. Keill do Amaral, foi pensado e construído para albergar aquele espólio e cumprir uma função específica, tendo ainda um mural da autoria de Maria Keil único. Concordamos com a necessidade de existir uma biblioteca de Bairro, generalista, mas estamos certos que existirão outros espaços, na freguesia das Avenidas Novas e no Bairro do Rêgo, em particular, onde poderá ser instalada.

 

Este é um processo semelhante ao encerramento do Espaço Grandella, em que, até hoje, não existem informações relativamente ao destino do seu espólio, continuando a CML sem responder ao requerimento do PCP, de 2014, apesar das insistências ao longo dos anos.

                                   

Os eleitos do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa aguardam com expectativa a discussão e votação da sua recomendação, que defende a construção e implementação de um plano efectivo de preservação, valorização e divulgação na cidade de Lisboa da memória e de um espólio que atesta o passado republicano e de resistência anti-fascista do povo português.

 

Pode consultar a recomendação:

Pela preservação da memória da República e da Resistência Anti-fascista pelo Município de Lisboa