A saúde em Sintra no início de 2014

O Vereador da CDU na Câmara Municipal de Sintra, Pedro Ventura, na Reunião de Câmara do dia 21 de Janeiro interviu em defesa do Serviço Nacional de Saúde, apresentando de forma detalhada os inúmeros problemas existentes que exigem solução.

 

A saúde em Sintra no início de 2014


O Hospital Amadora-Sintra abrange uma área de intervenção demasiado extensa, situação que acarreta consequências dramáticas ao nível da celeridade na prestação dos seus serviços, sendo constantes as situações de sobrelotação e intermináveis horas de espera para aqueles que recorrem ao Serviço de Urgência.


Os elevados tempos de espera no atendimento dos serviços de urgência são incompatíveis com a situação de urgência dos utentes. Não é aceitável que os utentes tenham de esperar entre 10h a 12h no Hospital Amadora-Sintra.
Dada a elevada densidade populacional do território abrangido, estaremos a falar de cerca de 650 mil Utentes que têm de recorrer a esta unidade hospital e que sentem as dificuldades crescentes para se ter acesso a uma consulta geral ou de especialidade, só em Sintra existem cerca de 130 mil utentes sem médico de família.


A realidade com que os Utentes se confrontam é preocupante:
- Pagamento de actos de saúde antes gratuitos;
- Medicamentos mais caros;
- Cortes no apoio ao Transporte de Doentes;
- Degradação e Encerramento de Serviços de Saúde;
- Dificuldades crescentes no acesso a uma consulta geral ou de especialidade;
 - Mais tempo de espera nas operações cirúrgicas;
- Falta de instalações adequadas e dignas nos Centros de Saúde do Concelho;
- Mais de 20 Anos de espera pela construção do Hospital Público de Sintra.

As medidas adoptadas pelo actual Governo visam degradar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), torná-lo menos acessível à maioria dos portugueses, visando a sua entrega faseada ao sector privado.

Não é admissível que um doente espere dois anos por uma colonoscopia.
Não é admissível que a saúde dos portugueses esteja a ser prejudicada por uma política de saúde que prima pelo desinvestimento público, que é um ataque aos direitos dos trabalhadores, que não contrata os profissionais de saúde em falta, que transfere cada vez mais custos da saúde para os utentes e ao mesmo tempo entrega vários sectores da saúde a grandes grupos económicos e financeiros.

Os resultados da política desenvolvida na área da Saúde são nefastos para todos os trabalhadores do sector e dramáticos para todos os utentes que vivem dos seus salários, reformas ou pensões.   

O início de 2014 fica pautado pelo encerramento do Centro de Saúde de Belas, e do Sabugo, passando os utentes destas unidades a terem de se deslocar respectivamente para o Monte Abraão e para Dona Maria.

Não foram equacionadas soluções de proximidade, não são avançadas medidas que permitam garantir que a breve prazo estas populações terão uma solução mais próxima.

Pela nossa parte continuaremos a afirmar e necessidade da construção de novos equipamentos, continuaremos na Assembleia da República a propor a sua construção e a exigir a construção de um Hospital Público para Sintra.