DORL do PCP confronta Ministro António Costa sobre a Carga Policial

DORL do PCP confronta Ministro António Costa com as provas da Carga Policial sobre os trabalhadores da Pereira da Costa

Perante as declarações proferidas ontem pelo Ministro da Administração Interna, António Costa, onde afirmou que não se produzira no dia 13 de Março uma carga policial na Empresa Pereira da Costa, a DORL do PCP enviou hoje ao Ministro da Administração Interna uma reportagem fotográfica que ilustra - de forma inequívoca - a utilização da força por parte do Corpo Policial presente. Nomeadamente, a violenta detenção de um dirigente sindical por polícias à paisana e fardados, a utilização de bastões pela polícia, a dispersão violenta da concentração de trabalhadores.

Perante estes factos, a DORL do PCP exige ao Ministro o cumprimento da palavra dada na mesma ocasião, onde afirmou que se tal carga tivesse ocorrido, um rigoroso inquérito seria realizado.

Mas é exigível que esse inquérito vá mais fundo, e apure nomeadamente:

- Porque razão, de entre as múltiplas decisões judiciais favoráveis aos trabalhadores que ninguém cumpriu nem fez cumprir, a força do Estado Português apenas foi utilizada para impor uma providência cautelar de mais que duvidosa legitimidade?

- Porque razão a força do Estado Português foi utilizada para retirar da Empresa um conjunto de máquinas e material, desviadas para uma outra empresa, na véspera da concretização da penhora dos bens da empresa a favor dos trabalhadores?

- As denúncias apresentadas reiteradamente pelos trabalhadores de conivência de um agente do tribunal com o Patronato foram devidamente investigadas? E se foram, porque não produziram efeitos visíveis, já que esse mesmo agente conduziu todo o processo até ao final?

- Porque razão o Estado Português é mergulhado numa clara operação de destruição do Aparelho Produtivo Nacional, de despedimento abusivo de trabalhadores e de especulação imobiliária?

A DORL do PCP lembra que um dos traços marcantes da ditadura fascista que durante 48 anos oprimiu Portugal era exactamente a sistemática utilização da força do Estado ao serviço do Patronato. Marca que, com o processo de recuperação capitalista em curso, muitos querem enxertar no Estado Democrático, pervertendo-o totalmente.

A DORL do PCP reafirma a sua total solidariedade com a justa luta dos trabalhadores da Pereira da Costa, exprime a total confiança que a sua determinação saberá vencer todos os obstáculos, e apela a todos os trabalhadores e à população para que, à semelhança da notável solidariedade mobilizada no dia 13 de Março, se mantenha activamente solidária com a esta luta, e alargue a cada vez mais actual frente de luta em defesa da liberdade e dos ideias de Abril.

A DORL do PCP, perante a gravidade das questões em causa, exige a rápida resposta do Governo a estas questões e o rápido apuramento das responsabilidades penais e políticas,

Executivo DORL do PCP,                                  

Convidamo-los a verem as fotos aqui apresentadas:

 

Como afirmou o Porta-Voz da Direcção Nacional da PSP “não foram usados bastões”?:

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&PageNo=1&key=5&hit=1

Também é mentira que um dirigente sindical foi preso por polícias à paisana e fardados? E já agora, o que é que ali faziam infiltrados polícias à paisana?

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&PageNo=1&key=8&hit=1

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&key=3&hit=1

Não houve carga policial? Não se usou a força?

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&key=37&hit=1

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&key=33&hit=1

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&key=38&hit=1

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_zoom&Itemid=43&page=view&catid=8&key=39&hit=1

Sobre as Eleições Intercalares na Cidade de Lisboa

Nota de Imprensa

Sobre as Eleições Intercalares na Cidade de Lisboa


1. Os Vereadores do PCP apresentaram hoje a renúncia aos seus mandatos na Câmara Municipal de Lisboa (CML), a par de todos os demais eleitos (excepto quatro) pelas outras forças políticas.

2. Está assim concretizada a saída para o arrastar da crise na CML: a convocação de eleições intercalares.

3. Importa neste momento reafirmar que esta crise na CML é produto de quase 6 anos de política de direita na gestão da CML e das consequências desta política para os trabalhadores e a população da Cidade e para a própria situação financeira da autarquia. A extrema gravidade destas consequências foi fragilizando quer os executantes desta política na CML (PSD e CDS/PP), quer os que sempre a apoiaram no essencial (o PS).

4. Naturalmente, a constituição como arguidos do Presidente da Câmara e de outros vereadores do PSD no «Processo BragaParques / Permuta dos terrenos do Parque Mayer» (que resultou de uma investigação a partir de uma queixa do PCP ao Ministério Público e à Judiciária) deu um contributo indiscutível para acelerar a degradação da situação na CML. Mas sobre este processo importa sublinhar as responsabilidades políticas de quem, na Assembleia Municipal,  o aprovou e viabilizou - todo o PSD, mas também o CDS, o PS e o BE.

5. O PCP encara as eleições para a Câmara de Lisboa com toda a confiança. Nelas interviremos consequentemente com a prática política evidenciada em 31 anos de poder local democrático na Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia da Cidade: denunciando as desastrosas consequências da política de direita para Lisboa e para o País, defendendo os interesses dos trabalhadores e da população, apresentando o seu projecto alternativo e democrático para a Cidade e uma equipa em condições de - sempre com os trabalhadores e a população - assumir a gestão da Câmara Municipal de Lisboa.

6. Nesse sentido, o PCP iniciou os contactos com os seus aliados na CDU (o Partido Ecologista "Os Verdes" e a Intervenção Democrática) com vista à análise conjunta da situação criada e da preparação desta batalha política.

7. Aos trabalhadores e à população da Cidade de Lisboa o PCP reafirma a sua confiança que a política de direita será derrotada - em Lisboa e no país - por quem dela sofre as consequências e a pode derrotar: os trabalhadores e o povo.

Executivo da
Direcção da Organização Regional de Lisboa
Partido Comunista Português