Cantinas: Trabalhadores avançam para a greve dia 6 de Julho. Eurest e TAP tentam limitar a liberdade sindical

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Os trabalhadores do refeitório da TAP, decidiram aderir à greve convocada para as cantinas e refeitórios no dia 6 de Julho, mesmo após todas medidas que a TAP e a Eurest tomaram para  restringir a realização de plenários sindicais, e o  livre exercício das actividades sindicais.

A Eurest um empresa multinacional, que em conjunto com a Trivalor, controlam mais de 50% dos serviços de cantinas e refeitórios em Portugal. A cantina da TAP que esteve concessionada à ITAU (Trivalor), passou para a Eurest, neste infindável carrossel das concessionárias. Como já é sabido, quando uma empresa entra num refeitório trazem sempre uma nova receita para o sucesso, aumento da eficiência do uso dos recursos, etc, etc e, no final, quem paga é sempre o trabalhador.

Baixos salários, mais propriamente o salário mínimo, é o que a generalidade dos trabalhadores recebem, independentemente do número de anos ou categoria laboral, uma vez que  continua a não haver actualização das tabelas salariais do contrato coletivo de trabalho das cantinas, refeitórios e fábricas de refeições (CCT das Cantinas). Este mesmo contrato continua a não ser respeitado pela Eurest, que se recusa a não  cumprir a norma do horário nocturno (que deveria começar a partir das 20:00), e cortou  o subsídio de assiduidade de 12 euros. Acresce a esta situação a falta de pessoal, que continua a ser muita, agravando em muito os já desgastantes ritmos de trabalho.
Não faltam motivos para lutar, e essa foi a decisão que os trabalhadores tomaram em plenário, associando-se à greve convocada pelo sindicato de hotelaria, para as cantinas e refeitórios que se realizará no próximo dia 6 de Julho.
O Plenário uma vez mais realizou-se à porta das instalações da TAP, porque esta não permite que o dirigentes sindicais entrem nas suas  instalações, ainda que  empresa disponha de inúmeras salas  sendo que esta dispõem de inúmeras instalações onde se poderia realizar o plenário, preferindo que os funcionários façam a reunião junto sujeitos à chuva e ao vento. Para ajudar à confusão, a Eurest, obriga a que os trabalhadores venham ao plenário desfardados, acrescentando a intenção de que os trabalhadores, para se reunirem em plenário se deveriam deslocar a umas instalações em Oeiras.
Fica bem patente a falta de seriedade e de respeito para com os trabalhadores, que darão a resposta necessária à empresa, não abandonando a luta na defesa dos seus direitos.